Um dia vou parar o tempo e depois clicar no 'play' sem qualquer preocupação de alguma coisa.

(...) E mais uma vez.. não sei onde me encontro neste momento, por mais perguntas que faça não consigo encontrar as respostas, talvez as tenhas levado contigo para esse tal sítio onde te encontras, que me é totalmente desconhecido. Por mais que eu tente entrar nele, perceber a tua forma de viver, e saber a tua forma infantil com que lidas com os problemas ainda me sinto mais perdida e confusa. Já deveria saber que não deveríamos forçar os outros a sentir o que gostávamos que sentissem por nós, e eu sinto que não te obriguei a nada, amaste-me por tua livre e espontânea vontade, e sei que me deste uma parte de ti. Essa tua parte que me foi oferecida, esta tão bem guardada num determinado local do meu coração, não porque eu assim o quisesse, mas porque tu ainda não a pediste de volta. Estás incompleto, falta-te a tua parte que ainda, por breves tempos me pertence, e eu incompleta estou também, porque sei que há uma parte minha que ainda se encontra contigo. Talvez tu estejas perdido também, e não saibas onde te encontras. Mas eu sempre te pedi que me seguisses, que nunca me largasses a mão e que confiasses nas minhas intuições, que nos levariam para um local onde nos sentiríamos completos. Meu amor, o que mais nos faltou foi a falta de tempo para cumprirmos as promessas, tu prometeste-me que nunca me deixarias, mas contudo não a levaste a sério, e falhaste mais que uma vez. Eu prometi-te o mundo, todo o meu amor, e a força necessária para conseguir superar tudo, falhei também, não porque não o conseguia fazer, eu conseguia-o, eu sei, mas não sozinha como tu querias. Cansei-me de promessas, principalmente as tuas, porque eram essas que faziam o sorriso da minha cara. Sorriso esse que só esta reservado para ti, porque nunca ninguem me fez sentir tão bem, como tu conseguiste fazer. Para que prometermos uma coisa, que sabemos que não a conseguimos cumprir? Tu não fazias qualquer esforço para comigo seguires á regra toda a linha de certezas que me tinhas dado. Agora? Não sei como estamos. Quer dizer, eu até sei, estamos perdidos, estamos novamente naquele impasse, de vai, não vai. Já nos encontramos na ponte há alguns dias; e o barco, esse continua á nossa espera, porque não entramos? Não és capaz de permanecer fiel ás tuas origens? O medo do compromisso consome-te, eu sei disso. Mas obrigada por teres conseguido respeitar o espaço e tempo que te pedi, e por não teres entrado nele, tal como te foi pedi. Mais uma vez, cheguei novamente á mesma conclusão eu gosto imenso de ti, juro. E juras sem sentimento, sabes que não as faço.


(texto escrito a 25 de Setembro de 2010)

Sem comentários: