Hoje o meu coração está como à uns meses atrás, quando me deixas-te. Parece que nem o sinto, mas sinto, e esse é o meu grande problema.

Esta noite foi das piores que já tive. Estiveste presente na minha cabeça todo o tempo. Acordei inumeras vezes com a respiração ofegante e com um aperto enorme. Serão as saudades a falar por si? Ou será que é o meu coração a dar-me sinais de que não consegue bater sem te ter aqui por perto? Estou exausta. Estou acordada há umas longas horas, e pior, vou ter uma aula de condução daqui a pouco.


Gostava que calculasses onde tenho estado com o pensamento nestas longas horas, onde a minha ideia tem refelectido, talvez para encontrar respostas para todos os porquês que nela existem. Tenho estado a pensar em ti. Mas sem dúvida alguma que em todas as feridas que consegues trazer-me, em todas as facadas que me espetas cada vez que viro costas. Talvez me pergunte a mim mesma como te tornas-te assim. Já não te vejo como o príncipe da nossa história, e daí eu tenha deixado de ser a princesa. Parece-me que todos os actos que tens comigo agora me magoam mais do que os primeiros, parece-me que neste momento me apanhas-te desprevenida e usas-te e abusaste da maneira que te idealizava. Pergunto-me então onde estás com a cabeça quando o fazes.
Via-te tão suavemente, agora vejo-te como rascunhos em folhas amachucadas. E a minha mente não pára, persiste em ter-te bem presente hoje, até ao final do dia. Depois de tudo, eu queria que a deixasses descansar, mas na verdade tu sempre contribuíste para o contrário, e sempre adoraste cada vez que sabias que pensava em ti. Eu conheço-te. Embora agora já não saiba bem quem és, mas ainda te conheço vários traços. Tenho o coração sustido por ti. Está magoado e despedaçado. É vergonhoso ainda pensar em ti, ainda nos ver como um casal bonito que fomos – ao principio -. Esforço-me para não voltar a limpar restos que as minhas lágrimas trazem de ti, esforço-me para não te imaginar de novo perto de mim. Prossigo agora para um pensamento distante do que me está na cabeça neste momento. Deixo-te ai, porque aqui tu já não fazes a mínima falta. Ganha vergonha, não cruzes os braços e faz-te à vida, de uma vez por todas.




Vou tomar um banho de água fria, e depois vou para a minha aula de condução. E hoje, não há nenhum 'p.s' que te queira deixar, a não ser para te pedir que saias de vez da minha vida, dos meus sonhos, da minha memórias, de mim. Estou cansada, completamente sem forças para mais nada.

2 comentários:

ic disse...

adorei.

É verdade, parece que as pessoas se apercebem quando estamos mais fragilizados e ainda nos conseguem magoar mais. Força *

Anónimo disse...

E mais uma vez eu sinto o que tu sentes. Ás vezes dou por mim a pensar nele, em tudo que aconteceu. Penso o que será que está a fazer agora, às vezes quando o telemóvel toca o meu coração, ainda, acelera fortemente pensando que é ele, vou na estrada e ainda olho para todos os carros pra ver se ele vai em algum. Ás vezes choro das saudades que tenho de estar com ele, das saudades que tenho dos nossos momentos, outras vezes choro de raiva e de nojo. Sinto-me burra, burra por ter acredito que ele era diferente. Burra por me ter deixado envolver com um homem monstruoso que brincou com todos os meus sentimentos. Antes de dormir ainda penso nele, às vezes faço filmes de nós juntos, de eu a despreza-lo, invento mil e uma coisas. E o resultado é sempre o mesmo, lágrimas. E agora diz-me, pra quê? Pra quê as lágrimas? Os textos? Os pensamentos? Eles estão a viver as vidas deles. No meu caso o meu esqueceu completamente que eu existia. E eu dou-lhe esta importancia. Tu dás essa importância. Chega. Chega