Meu amor
Meu amor, desculpa a minha infantilidade ou egoismo, mas eu não volto a escrever(-te) mais nada. Tudo o que eu te possa dizer não irá, de todo, alterar o teu silêncio para comigo. Todos os dias me questiono (e continuarei a fazê-lo) do que significará, para ti, este silêncio. Este silêncio que a mim me despedaça dia após dia, que me deixa de rastos e sem saber o que sentir dentro de mim. Será que significa mágoa da tua parte, ou apenas desprezo? Não compreendo. Estas tuas acções superam todas as minhas vivências e experiências de vida. Para ser sincera, não sei o que concluir de ti. Nunca tive dificuldade em distinguir o bom do mau, o plausivel do não-plausivel. Mas, desta vez, admito que não o consegui ver. Vi, apenas, que eras um excelente refugio que me tirava todos os problemas e preocupações da mente. Vi um miudo com carinho e amor para dar, mesmo que à distância. Vi um presente e um futuro, uma história, um projecto de vida, muitos sonhos e muitos amo-te's verdadeiros. No fundo, vi em ti tudo o que (te) era favorável e (me) era relevante. Porém, com estas palavras, não (te) quero dizer que deixei de ver tudo isso refelectido em ti, apenas quero dizer(-te) que foi isso que vi em ti. É verdade, e nunca fui tão sincera a ponto de (te) dizer tudo o que esperei de ti. Porém, esperei mas não alcancei. É o tipico amor gerado em ilusões. Aquele amor que não passa de um fascinio periódico qualquer, mas que nós, pessoas, insistimos em chamar-lhe de "amor".Não vou cair no erro de dizer que choro por amor, ou que sofro porque amei incondicionalmente alguém. Desta vez, e sem me iludir com a palavra amor, vou apenas dizer que chorei por ti e que sofri porque seti qualquer coisa de muito esquisito por ti. Digo-te apenas, que é, qualquer coisa que mexe com o meu sistema nervoso e emocional. É algo que provoca muitas saudades (..)
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