Um dia digo-te o quanto gostei de ti e o quanto isso não serviu de nada.

'um dia vais abrir os olhos e ver que quem tinha razão era eu, vais acreditar em mim e deixar de me julgar, vais entender que só te dei o que tinha para dar e era o que tu precisavas, vais perceber que eu virei-te as costas porque assim o quiseste e um dia vou-te dizer 'se era tua amiga e gostava imenso de ti, neste momento sou tua inimiga e odeio-te'. Nesse dia, espero que estejas morto.'


Tudo o que tinhamos construido foi por água a abaixo, foste demasiado radical e tu já o admitiste. Mas agora já não ha volta a dar.

Em relação a nós, já nada em nós é conjugado no presente. Já fazemos parte do passado. E estar a escrever isto sem chorar já é uma vitoria.
Com isto, nao pretendo obrigar-te a mudar algo, porque sei que não o farias. É apenas uma despedida do que fomos e do que nunca mais iremos ser. Amei-te, tu amaste-me. Eu amo-te, tu não me amas. Mas em segredo, já nada disto pode ser dito e nem sequer sentido. Nos já nao existimos, fomos engolidos pelo passado.
Perdemos tempo desnecessariamente quando temos medo, quando temos dúvidas e até quando temos certezas. Perdemos tempo, só porque não arriscamos. Pensamos que somos fracos e afinal não o somos, apenas não fazemos ideia onde procurar pela coragem que tanto necessitamos, nos momentos importantes. O futuro já nao nos pertence, perdemos demasiado tempo e demasiado amor.

IT'S OVER AND OVER, AGAIN.

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