Forever you (and me)


Raramente tenho os pés assentes no chão. Tenho-me tornado numa pessoa instável e cada vez mais insegura. Ganhei a capacidade de fingir um sorriso, cada vez que sinto o mundo desabar em cima de mim, sem que ninguém sequer desconfie o turbilhão de sentimentos e emoções que guardo constantemente. Consigo apresentar-me como uma pessoa bastante feliz, até mesmo quando por dentro, nada mais consigo sentir, a não ser dor. Por mais que tente não o fazer, acabo sempre por cometer o mesmo erro, vezes e vezes sem conta. Entrego incessantemente a minha alma e o meu coração ao vento, que se esquece sempre de os devolver. Pelos vistos, tenho uma tendência incrível de me apaixonar pelas pessoas erradas. pelas pessoas que nunca merecem sequer uma ínfima parte de todo o carinho que tenho para partilhar. A minha vida baseia-se em apanhar os destroços da minha pessoa, que sobreviveram à destruição que os outros causaram, juntá-las, e construir-me novamente aos poucos.
Eu precisava de um dia assim, um dia longe de casa, um dia com a cabeça nas nuvens, um dia sem problemas, um dia sem pensar em ti, isto sim, parece-me ser um bom dia. Mas lá no fundo eu sei que iria sempre pensar em ti, não há nada que me faça ou que me impeça de sonhar acordada contigo, é impossível. Gostava de te ter, mas a distancia é um dos meus problemas, impede-me de te ter e faz-me sofrer e não aprendo o que é o sentido de viver sem te ter por perto para me dizeres o que fazer, eu já não te sinto por perto, estás ausente e esta ausência magoa-me profundamente, mas eu compreendo que te precises de refugiar no teu mundo inigualável, o mundo que tu crias-te e deixo-te andar, à tua vontade, mas fico aqui sempre de braços abertos para te receber quando voltares. Sei que lá no fundo um dia vais voltar e desta vez é para ficares para sempre.

3 comentários:

Anónimo disse...

Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos no que vai dar. Lançamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso e muitas vezes nem queremos saber quanto deram: um e um, dois e quatro, três e três, cinco e dois, é sempre um mistério, porque a sorte também manda na vida, manda mais do que queríamos e menos do que gostávamos, por isso desconfiamos dela sempre que nos é favorável, mas aceitamos as suas traições como a ordem natural das coisas, por mais absurdas que sejam. Li todos os teus pots e confesso que fiquei mesmo tu fã! Tens uma força, uma coragem que admiro muito. Nunca deixes de lutar. Força*

- o que quer que seja, vem de dentro. disse...

Querida 'anónima' ,
Obrigada pelas palavras. Tenho pena que não estejas registada, porque não sei quem és, mas espero que um dia 'reveles' a identidade e assim te possas apresentar (:

Mais uma vez, obrigada.

Anónimo disse...

sim foi ele. Afinal não era nada do que eu pensava.
"Ganhei a capacidade de fingir um sorriso" como eu percebo o que tu dizes, às vezes faço toda a gente sorrir à minha volta, mostro uma felicidade tremenda, só para que não percebam que estou na merda, só para que não possam estar felizes pela minha infelicidade. Mas quando estou sozinha, no meu quarto. Toda a infelicidade sobe à superfície e é nesses momentos que eu sou a verdadeira.